Cine Mad In Chaos – Coconuts In The Air

março 4, 2007

Finalmente o duo Cine Mad In Chaos lança seu primeiro álbum. Após uma track gravada pela Chillosophy Music, no VA Defining Moments, o álbum Coconuts In The Air só vem firmar o bom gosto e a originalidade dos produtores paulistas Guilherme Simonsen e Marina Faé. Lançado pela brasileira High End Records o álbum funde elementos do Trip Hop, Break Beat e Dub; criando uma atmosfera psicodélica envolvente. Em entrevista ao Psyte, a dupla fala sobre o significado do som:

“Significa essencialmente cinética, cinema, movimento caótico. O caos é essência da transformação positiva, a evolução, a inquietação que tudo desencadeia, é a desconstrução para se reinventar tudo de novo, a reflexão que nos impulsiona para a próxima ação… é o ápice, o colapso, anti-normalize, explosão. A idéia é desencadear imagens mentais através do som, como uma trilha sonora. Da orelha pra dentro, cada mente é única e inventa a sua história.”

Nas produções, Guilherme é responsável pela produção e mixagem e Marina pela linha de baixo, fazendo a fusão orgânico/eletrônico; como ela mesmo fala: “O Gui pilota a máquina e eu aperto os botões de aço na madeira.” O álbum tem ainda a participação da vocalista Barbara Starling, nas faixas 9 e 11 e do dj mexicano Kore, como co-produtor, na faixa 11. Mais um exemplo de música brasileira de qualidade, mostrando que os artistas nacionais estão forte na cena Chill, criando verdadeiras obras de arte. Para ouvir o CMC ao vivo é só aparecer no clube IDch, em São Paulo, onde eles se apresentam mensalmente, ou nas grandes festas Trance que rolam pelo Brasil.

Finalizando, para o bem de todos e felicidade geral da nação, o lançamento do segundo álbum está previsto para Agosto de 2007! Sob o nome Blood Songs A Silent Ballad, promete surpreender. Estamos no aguardo.

Cine Mad In Chaos - Coconuts In The Air


01. Wushu
02. Before Mister Chang Died
03. All The Mix
04. Low Passanger
05. How Long
06. Memory
07. Taste This Seed
08. Sunrise
09. You Are The One
10. Another Room
11. What A Mess We Made

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Ooze ft. Tishk – Random Wondrous Things EP

fevereiro 7, 2007

O primeiro post de 2007 vem tarde mas não falha, estava esperando o release certo para abrir o novo ano do Minimal Beat.

Lançado pela Chillosophy Music, de Sebastian Mullaert e Daniel Skantze, o 12″ Random Wondrous Things é um belíssimo exemplar da música Donwbeat; produção do suéco Sebastian Mullaert aka Ooze (Son Kite e Minilogue) com a participação da vocalista, também suéca, My Essen-Möller aka Tishk. O Ep traz, além da track original, três remixes: uma versão Pop anos 60 do Blue States, uma Techno/Trance do canadense Jesse Somfay e outra de Andreas Tilliander (a.k.a. Mokira & Lowfour) com influências Electro. Característica da Chillosophy em lançar seus EP’s com três releituras da música original, sendo uma delas Upbeat – a deste coube à Jesse Somfay. Os remixes, na minha humilde opinião, ficaram bons, mas nada comparado a ‘original mix’. Com umas cordas que hipnotizam, linha de baixo limpíssima e a incrível voz de Tishk, é impossível ouvir uma só vez. Donwtempo com pitadas de Nu-jazz no melhor estilo.

Ooze ft. Tishk - Random Wondrous Things EP


A1. Random Wondrous Things (Original Mix)
A2. Random Wondrous Things (Blue States Remix)
B1. Random Wondrous Things (Jesse Somfay Remix)
B2. Random Wondrous Things (Andreas Tilliander Remix)

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Mummer – SoulOrganismState

dezembro 20, 2006

Mummer é o novo projeto do vienense Stefan Jungmair, com a participação de Betty Semper nos vocais. SoulOrganismState, o primeiro álbum do projeto lançado pela Klein Records, vem com influencias soulful, dance, funk e jazz. Produções magníficas de Stefan, um músico de jazz tradicional que se afeiçoou aos beats eletrônicos. Em seu primeiro projeto, o Mum, do qual fazia parte juntamente com Paul Schneider, Stefan já mostrava gosto refinado ao compilar características do Jazz, Funk, Hip Hop e Dub. Seu segundo projeto mostra uma evolução nas produções, num sentido musical mais elaborado, como declarou em entrevista ao Properlychilled:

“I would think I’m trying to cutting down to very simplistic structure and I’m rather reducing than building up. In the early recordings we were like piling a lot of stuff on, and now I’m trying rather to reduce it, so you probably won’t hear it because you think it’s all there, but, there’s always a lot that is gone already.”

A palavra ‘mummer’ refere-se às pessoas que não seguem costumes, que gostam de discordar, que têm facetas difíceis de se identificar e em constante mudança. Definição que reflete perfeitamente o gosto musical de Stefan, ao citar os artistas que influenciaram seu trabalho, como: Wagon Christ e o álbum Throbbing Pouch, Harry B., e Plaid com seu último álbum Spokes. Além da voz da vienense Betty Semper, que já havia participado do segundo álbum do Mum, na faixa The Szabotnik 15 Mission; o SoulOrganismState conta com a participação de Wayne Martin e Angela Reisinger, também nos vocais.

Em resposta à pergunta do Properlychill sobre qual a música do álbum que melhor define o som do Mummer, Stefan responde que é a faixa de abertura – Willoweep – e diz que levou apenas dez segundos falando à Betty sobre o que queira dessa faixa, e mais cinco minutos para gravá-la. Segundo ele, a música nasceu dessa maneira, livre e solta, devido a sua imaginação musical aberta, porém, apoiada num ponto fixo durante o trabalho, não tendo assim o perigo de se perder no caminho; e completa comentando que é esse sentimento e essa atmosfera que deseja que seu som proporcione às pessoas que ouvem o álbum. Essa faixa acabou rendendo um single, lançado também pela Klein Records e um vídeo clip produzido pelos produtores\designers Ichiban. Last night I lie to you baby…

Mummer SoulOrganismState


01. Willoweep
02. I Spy
03. Every Little Thing I Know
04. Baby, Don’t You Go
05. Final Conclusion
06. Inside My Shell
07. Hey, You Did
08. When I Go Home
09. Love To Be
10. Seven Doctors
11. Walk
12. Every Bird Is Wishing

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RX – Subsollo\Sweet Creaminals

dezembro 10, 2006

O brasiliense Tomás Rodrigues aka RX é produtor musical há sete anos. Voltado à música eletrônica downbeat, seus trabalhos têm como característica principal um bass line forte, acompanhado de uma ambientação suave e melódica, revelando sua sensibilidade na escolha de timbres e na orientação de suas produções. Tomás é também responsável pela criação da arte gráfica de suas produções, gerando uma identidade sonora e visual ao seu trabalho.

Produtor independente desde o início, graduou-se em Comunicação Social com o projeto intitulado ‘Subsollo’, no qual discute o mercado fonográfico independente e suas novas tecnologias, provocando uma reflexão sobre o mercado cultural e o uso de novas ferramentas de comunicação e produção como aliadas à distribuição do produto artístico.

Subsollo – nome que remete à música underground, à produção independente – é o título de seu primeiro álbum, no qual o artista mostra influencias do trip hop, do downtempo, do breakbeat e da lounge music; são dez músicas, todas disponíveis para dowload nos sites que apoiam a divulgação de seu trabalho (veja os links a baixo). O segundo álbum – Sweet Creaminals – é composto de duas tracks que mostram o lado mais ‘dark’ do artista; com uma ambiencia de guitarras, a música Broken tem pitadas de IDM, trip-hop, acabando com um grove drum’n’bass.

RX - Subsollo


01. Tempo
02. Rain Drop
03. O poeta
04. Jazz’n Motion
05. Closer
06. Sleepy Shore
07. Back Bone
08. Temper (part 1)
09. Temper (part 2)
10. Five More Minuts…

RX - Sweet Creaminals


01. Broken
02. Something Wonderful

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ESL Remixed – The 100th Release of ESL Music

dezembro 2, 2006

A gravadora Eighteenth Street Lounge Music criada por Eric Hilton e Rob Garza aka Thievery Corporation, lança seu centésimo release, o ESL Remixed – The 100th release of ESL. Comemorando seus dez anos de existência com um trabalho excepcional.Desde seu primeiro lançamento, o 2001 Spliff Odyssey dos ‘patrões’ Thievery, a gravadora tem como denominador comum o exotismo intrínseco a sonoridades como jazz, bossa nova e afro-beat, na sua interpretação mais leve, moderna e sofisticada; essencialmente downbeat.

Características comprovadas por essa nova compilação, composta por produções de artistas já consagrados da ESL como Tunderball, Ursula 1000, Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada, Karminsky Experience, Federico Aubele e Thievery Corporation; que ganham novas interpretações nos remixes de Medeski, Martin & Wood, Beatfanatic, Calexico, Boca 45, Quantic, Fort Knox Five, Shawn Lee, Bombay Dub Orchestra.

O resultado de toda essa diversidade é incrível: músicas que vão do breakbeat e funky, ao lounge e worldbeat. Ouça A música Road to Benares remixada pelo duo Bombay Dub Orchestra (meu destaque do álbum) e sinta as boas vibrações alcançando o cérebro e se espalhando por todo o corpo.

ESL Remixed - The 100th Release of ESL Music


01. Thievery Corporation – Gentle Dissolve (Shawn Lee Ping Pong Orchestra Remix)
02. Ocote Soul Sounds – Tamarindio (Thievery Corporation Remix)
03. Thievery Corporation – Supreme Illusion (Nikodemus Remix)
04. Thunderball – Stereo Tonic (Boca 45)
05. Chris Joss – Wrong Alley Street, Pt.1 (Fort Knox Five Remix)
06. Joe Bataan – Chick-A-Boom (Chris Joss Remix)
07. The Karminsky Experience – Belly Disco (Beatfanatic Remix)
08. David Byrne & Thievery Corporation – Heart’s a Lonley Hunter (Louie Vega Remix)
09. Thunderball – Road to Benares (Bombay Dub Orchestra Remix)
10. Ocote Soul Sounds – Divinorum (Quantic Remix)
11. The Karminsky Experience – Exploration (Medeski, Martin & Wood Mix)
12. Ursula 1000 – Boop (Skeewiff Remix)
13. Blue States – Golden Touch (Connie Price Mix)
14. Federico Aubele – Diario de Viaje (Calexico Mix)

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Bonobo – Days To Come

outubro 23, 2006

Mais um deleite à nossos ouvidos; Simon Green aka Bonobo lança seu quarto álbum – Days to Come – pela Ninja Tune. Desde seu primeiro trabalho, o Animal Magic de 2001, vem inspirando cabeças viajantes do mundo todo, principalmente a dos europeus que naquela época enalteciam as produções downbeat mais do que qualquer outra coisa; a experiência e o bom gosto de Green se confirmaram com os dois álbuns seguintes – One Off’s Remixes & B-Sides e Dial M For Monkey. O Days To Come conta com a participação fundamental de Bajka e sua voz rouca, em quatro das onze músicas; e de Fink com a If You Stayed Over e sua linha de baixo hipnótica. A influência do jazz é evidente, a guitarra na música 10 é linda. E tem mais, o segundo disco do álbum vem com seis músicas, as mesmas do primeiro, mas somente instrumentais.

Bonobo - Days To Come


01. Intro
02. Days to Come (ft Bajka)
03. Between The Lines (ft Bajka)
04. The Fever
05. Ketto
06. Nightlife (ft Bajka)
07. Transmission 94 (parts 1 & 2)
08. On Your Marks
09. If You Stayed Over (ft Fink)
10. Walk in The Sky (ft Bajka)
11. Recurring
12. Days to Come (instrumental)
13. Between The Lines (instrumental)
14. Nightlite (demo)
15. If YouStayed Over (instrumental)
16. If You Stayed Over (reprise)
17. Walk In The Sky (instrumental)
18. Hatoa


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Trentemoller

outubro 16, 2006

Um dedicado escultor de melodias finas, batidas crocantes e climas transcedentais, Anders Trentemoller acaba de lançar um álbum de estréia que mostra a real amplitude de seu gosto musical. The Last Resort inlcui muita coisa que não é para dançar, trazendo influências dub, downtempo e neo-folk. Sem falar no farto uso de instrumentos não-eletrônicos. Acaba de sair pelo selo Poker Flat. O Rraurl esteve na festa de lançamento do álbum no Stereo Bar, em Copenhague, Dinamarca. O Stereo Bar é um clube pequeno da capital, mas sempre com ótimos line-ups. As músicas do novo CD eram tocadas como som ambiente para os convidados curtirem o álbum. Logo depois Trentemoller tocou um set sem compromisso, para os amigos, usando alguns CDs favoritos. Ele misturou de tudo: house music, big bands e jazz das antigas (aliás ele gosta muito desses dois estilos). Também colocou no set as músicas do novo trabalho. Rolou até drum’n’bass brasileiro.

 

Como você definiria o som de The Last Resort?
Eu diria que é melancólico, sonhador, como se fosse de uma trilha sonora de um filme dentro da cabeça.

Quais referências você usou para elaborar o som do álbum?
Muito som de guitarra e de baixo, tocado por Mikael Simpson. Usei também muito som de bateria de Henrik Vibskov. Ficou bem rocker.

Você vai tocar num dos eventos da Copenhagen Music Week. Qual a sua expectativa, ja que é um grande evento? Não sou muito de badalações, prefiro tocar em lugares pequenos como aqui onde estamos.Posso sentir melhor a reação das pessoas. Mas será uma experiência boa fazer parte disso tudo.

Cite três artistas que você tem ouvido mais recentemente ou que você admira?
Mazzy Star (EUA), Beatles, escuto sempre, e gosto muito do Thom Yorke, do Radiohead.

Por que cancelou sua vinda ao Brasil recentemente?
Tiveram problemas com papelada por lá, coisas de imigração. E também prometeram coisas para mim que depois foram mudadas na última hora.

Trentemoller

Fonte: Rraurl


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